Olimpíadas

 

Os Jogos Olímpicos de 2004 vão acontecer em Atenas, na Grécia, de 13 a 29 de agosto. Nossos atletas estarão lá, superando os próprios limites para trazer para o Brasil o maior número de medalhas.
Pois é, eu, o Junim, o Bocão e toda a turma achamos as Olimpíadas o máximo e ficamos tão vidrados que resolvemos fazer uma Olimpíada só pra gente. O que você acha da ideia? Vamos nessa?

A nossa Olimpíada está sendo um sucesso. A turma toda está participando, e estamos nos divertindo muito. Por isso, nós decidimos dividir com você nossa experiência (desculpe a falta de modéstia, mas já estamos nos sentindo especialistas em Olimpíada). Então, se você também quer organizar uma competição, preste atenção.

Vai ser uma Olimpíada sem muitas regras — claro, sem a preocupação de recordes — até mesmo porque é a primeira vez que se realiza. Na verdade, vai ser uma Olimpíada muito da maluquinha.

Junte seu grupo de amigos no playground do seu edifício, na pracinha perto do seu condomínio ou da sua casa, num terreno baldio, seja onde for — não importa. Afinal, o importante é competir (ou seria o contrário?). E vamos nessa. Podem participar meninos e meninas, sem discriminação — ainda mais que discriminar não é uma coisa nada boa, concorda? — e contando sempre com a colaboração de todos.
Aqui nós relacionamos dez esportes, mas vocês podem escolher quais pretendem pôr na Olimpíada que vão organizar. Podem até inventar outros.

As medalhas

A primeira coisa que você e sua turma vão fazer serão as medalhas para os vencedores — isso, se vocês acharem importante, pois, como já falei, o importante é competir (ou seria o contrário?). Pra facilitar, você pode salvar estes desenhos de medalhas aqui no seu computador e imprimir quantas quiser. Mas também pode fazer medalhas com papel laminado ou papel alumínio, que ficam bem legais, brilhando ao sol. Não esqueça de botar as fitas, que servem pra pendurar as medalhas no pescoço.

 

 

Pronto? Agora, vamos às regras de cada esporte, com desenhos para explicar como é que faz, passo a passo.

 

Salto em distância

1) Pegue um giz e faça uma linha no chão.
2) Cada competidor (pode menino e menina, lembra?) deve juntar os pés perto da linha (o traço de giz) sem tocá-la.
3) Quando estiver preparado, o atleta dá um pulo pra frente, com os dois pés juntos.
4) O competidor tem de cair também com os dois pés juntos, senão não vale.
5) O juiz vai medir, com fita métrica, a distância entre a linha e o ponto onde o atleta caiu.
6) Cada competidor tem direito a três saltos. Vale o melhor.
7) Vence o atleta que saltar mais longe. .

Salto Triplo

Quem for brasileiro tem que se dar bem nesta prova. Nos Jogos Olímpicos de verdade, essa é a modalidade que deu mais orgulho pra gente. Foi no salto triplo que Adhemar Ferreira da Silva conquistou duas medalhas de ouro seguidas. A primeira, em Helsinque, na Finlândia, em 1952; e a segunda, em Melbourne, na Austrália, em 1956. Como é que eu sei disso? Eu leio jornal, cara. Mas vamos às regras do nosso salto triplo malucolímpico:

1) Faça um traço de giz no chão.
2) Cada competidor deve juntar os pés perto da linha (traço de giz) sem tocá-la.
3) O atleta tem que dar três pulos pra frente, um seguido do outro, mantendo os pés juntos.
4) Ele ou ela também tem que cair, depois do último pulo, com os dois pés juntos, senão não vale.
5) Cada competidor tem direito a três tentativas e prevalece a que alcançar a maior distância.
6) Vence o competidor que der o maior salto. .

 

 

Tiro ao alvo

A gente pensa que brasileiro só sabe jogar futebol, né? Mas a primeira medalha que os brasileiros ganharam em Olimpíadas foi a de ouro no tiro ao alvo. O craque da pistola foi Guilherme Paraense. Como a gente não curte armas de fogo, inventou um tiro ao alvo com estilingue. Olha só como é que faz:

 

1) Primeiro, vamos resolver os alvos. Você pode prender vários pedaços de papel num varal ou barbante esticado entre duas árvores.
2) Agora, faça um traço de giz no chão, a dois metros de distância do barbante com os alvos.
3) Antes de começar, cada competidor faz seu estilingue. Para isso, só é preciso ter um elástico e um pedacinho de papel dobrado, como no desenho.
4) É necessário dobrar o papel bem dobradinho e bem fininho, formando uma letra L (ficou engraçado, não?).
5) O atleta põe o elástico entre os dedos e o pedaço do papel na ponta do elástico.
6) Agora é só ficar parado junto à linha do chão e atirar contra o alvo. Vence o competidor que acertar mais vezes o alvo em cinco tentativas. .

 

Lançamento de dardo

Nos Jogos Malucolímpicos, os atletas lançam dardos com zarabatanas. Se você não sabe que troço é esse, vá olhar no dicionário, pois foi o que eu fiz. Atenção para as dicas de como fazer seu dardo e sua zarabatana:

 

1) Arrume um tubo fino de papelão ou cartolina (o melhor é o de fax — mas, primeiro, espere o papel acabar, senão vai ter gente chateada em casa ou no escritório, né?).
2) Pegue uma folha de papel (pode ser a do caderno mesmo) e enrole até que ela vire um cone.
3) Faça um traço de giz no chão. Você já sabe que é ali que o competidor vai ficar.
4) O atleta enfia o dardo de papel numa das pontas do tubo (a tal da zarabatana) e assopra pelo outro lado.
5) Vence aquele que lançar o dardo mais longe em três ou cinco tentativas (ou quantas vezes vocês quiserem).

 

Iatismo

A gente escolheu esse esporte porque ele é o que mais conquistou medalhas para o Brasil nas Olimpíadas. Pena que só dá pra praticar no litoral. Mas, nos Jogos Malucolímpicos, você pode fazer iatismo até no topo da montanha. Como? Ora, a gente faz uma corrida de barquinhos de papel.

 

1) A raia (esse é o nome do espaço em que se desenvolvem as competições de iatismo) pode ser a piscina do condomínio, da casa de um amigo ou mesmo uma calha com água (para ficar mais emocionante, de pelo menos cinco metros de comprimento).
2) Vence o barco que primeiro cruzar a linha de chegada.
3) Antes de começar, cada competidor faz seu barquinho de papel. Sabe como é? Não? Então, veja nos desenhos. Foi o pai do Junim quem ensinou pra gente. Vocês vão ver como é fácil!

Corrida

Chegamos àquele que deve ser o esporte mais antigo do mundo: a corrida. Essa modalidade pode ser desenvolvida numa calçada de rua, numa rua asfaltada sem movimento de carros, no playground do condomínio ou na pracinha perto de casa (vai depender da possibilidade e da imaginação de cada um). O único trabalho é marcar uma linha de saída e uma de chegada. E, é claro, botar um juiz para dar o sinal de largada. Como até o Bocão já sabe, vence quem cruzar a linha de chegada primeiro.

 


Lançamento de gaivota

Aqui nos nossos Jogos Malucolímpicos, o Bocão até tentou fazer uma gaivota, mas ficou meio tortinha. Na ilustração, você e sua turma vão poder ver que a do Junim ficou bem melhor. Pra fazerem as gaivotas de vocês, basta vocês seguirem as etapas das ilustrações. É muito fácil. Agora, vamos às regras, que são as mais simples:

 

1) Trace uma linha de giz no chão.
2) Cada competidor faz e lança sua própria gaivota (vocês podem até fazer um desenho para cada uma delas, identificando de quem é).
3) Vence aquele que lançar a gaivota mais longe, em três ou cinco tentativas (ou quantas vezes vocês quiserem).

 

Peteca


Essa modalidade pode ter uma ou mais competições (assim como o tênis, por exemplo, que, na Olimpíada, tem competições individuais e de duplas - tanto para homens quanto para mulheres). Nos Jogos Malucolímpicos, eu e minha turma criamos duas modalidades para as competições de peteca:
a) A petecada, que é o lançamento da peteca.
b) A dupla de peteca.

O mais difícil pra nós foi fazer a peteca, mas foi muito bom. Vamos ensinar pra vocês como nós fizemos. Basta seguir as ilustrações e vocês vão ver como o que parece difícil pode ser bem mais fácil do que se imagina.

 

Vocês também podem comprar suas petecas, só que é bem menos divertido. Agora, vamos às regras:

Petecada

1) Trace uma linha com giz no chão.
2) Cada competidor tem direito a três ou cinco petecadas (ou quantas vezes quiserem). É obrigatório ficar parado junto à linha.
3) Vence aquele que lançar a peteca mais longe.

Dupla de peteca

1) Trace uma linha de giz no chão e mais duas nas pontas da "quadra" (o tamanho da "quadra" vai depender do espaço que vocês tiverem).
2) Escolha as duplas.
3) As duplas jogam entre si, numa espécie de campeonato.
4) Cada dupla deve jogar a peteca, com apenas uma "petecada", para o outro lado da quadra.
5) Se a peteca cair num dos lados da quadra, é ponto da dupla do lado contrário.
6) Se uma dupla lança a peteca pra fora da quadra, é ponto para a outra dupla.
7) Para ser mais rápido, eu e minha turma disputamos partidas de três pontos, quer dizer, vence a dupla que alcançar os três pontos primeiro.
8) Vence o campeonato e fica com a medalha de ouro a dupla que vencer o maior número de partidas.

Rodar moeda

Essa é muito fácil, e aposto que você e sua turma já fizeram alguma vez esse tipo de competição. Segundo a tradição, esse esporte malucolímpico começou quando os atletas olímpicos, para relaxar depois das competições, pegavam suas medalhas e davam petelecos nelas na calçada da fama. As regras são muito simples:

 

1) Pegue uma moeda de um real e ponha-a embaixo do dedo indicador.
2) Dê um peteleco na borda da moeda. Ela tem que ficar girando feito um pião.
3) Um juiz pega um relógio e marca o tempo. Vence aquele que fizer rodar a moeda por mais tempo em três ou cinco tentativas (ou quantas vezes vocês quiserem).

 

Corrida de carretel (ou fórmula 1)

Esta modalidade vai precisar do mesmo espaço que vocês arrumaram para a corrida. O "carrinho" é feito com um carretel de linha para costura, mas tem que ser o de madeira (qualquer loja de armarinhos vende). Também é preciso um cabo velho de vassoura e um prego. Para sua turma fazer seus carrinhos, basta seguir a ilustração. Agora, vamos às regras:

 

1) Trace linhas de giz no chão, uma na largada e outra na chegada.
2) Os competidores ficam a postos atrás da linha de largada. 3) Um juiz dá o sinal de largada.
4) Os atletas têm que correr com os carretéis presos na ponta dos cabos - com cuidado, pra não deixar o carretel escapar.
5) Vence aquele que fizer seu carretel cruzar primeiro a linha de chegada.

   
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